Coronavírus

José Artur Paiva: “O sistema de saúde está capaz de responder”

O diretor da unidade de cuidados intensivos do São João saúda a ajuda entre hospitais e lembra que o sistema pode responder porque há atividade cirúrgica que foi cancelada.

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Numa altura em que o numero de novos caso está a diminuir, o Diretor dos Cuidados Intensivos do São João lembra que não pode haver desconfinamento sem a diminuição dos internamentos.

Para José Artur Paiva há vários fatores a ter em conta além do número de novos casos e do índice de transmissão. Vacinar os mais vulneráveis, testar mais e vigiar as novas variantes, a par da diminuição do número de internamentos.

Na opinião do responsável pela pasta da Medicina intensiva da Ordem dos Médicos, o número de doentes em enfermaria geral deve estar abaixo dos 2 mil e ser inferior a 300 em unidades de cuidados intensivos. Esse é o limiar que permitirá ter também as camas necessárias para cuidar também dos doentes com outras doenças que não a covid-19.

Até porque José Artur Paiva não deixa de salientar que foi também a “cessação da atividade cirúrgica” que permitiu aliviar a pressão hospitalar, numa altura em que Portugal deverá estar perto do pico da procura pelos Cuidados Intensivos na 3ª vaga.

No entanto, a situação não é homogénea. Enquanto a Norte já se verifica um decréscimo no número de internamentos, nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo os dados alinham-se para mostrar uma fase de planalto.

A transferência de doentes entre as várias regiões é outro dos fatores que permitiu o alívio e o médico faz questão de sublinhar que esse é também o papel do SNS. “Garantir o acesso à saúde, independentemente da região do país”, disse em entrevista na Edição da Noite.

Em dez dias foram abertas mais 155 camas em cuidados intensivos em todo o país. O objetivo é que ao fim de duas semanas haja mais 200 no total e por isso José Artur Paiva saúda os resultados do esforço dos profissionais e das entidades de saúde.