Coronavírus

Portugal com mais 167 mortes e 6.702 casos de covid-19 nas últimas 24 horas

Pedro Nunes

Número de mortes é o pior em 24 horas desde o início da pandemia.

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Portugal regista esta segunda-feira mais 167 mortes relacionadas com a covid-19 - um novo máximo diário - e 6.702 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 9.028 mortes e 556.503 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando esta segunda-feira ativos mais 1.875 casos, num total de 135.886.

Quanto aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico da DGS revela que estão internados 5.165 doentes, mais 276 em relação a domingo, das quais 664 em cuidados intensivos, mais 17.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 166.235 contactos, mais 5.115 relativamente a ontem.

O boletim revela ainda que foram dados como recuperados mais 4.660 doentes. Desde o início da pandemia em Portugal, em março, já recuperaram 411.589 pessoas.

DADOS POR REGIÃO

Relativamente às 167 mortes registadas nas últimas 24 horas, 70 ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, 42 na região Norte, 38 na região Centro, 14 no Alentejo e 3 no Algarve.

Segundo os dados, a maioria dos novos casos notificados de hoje estão na região de Lisboa e Vale do Tejo e na região Norte.

O boletim revela que a região de Lisboa e Vale do Tejo registou 2.643 novas infeções por SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, a região registou 186.706 casos de infeção e 3.244 mortes.

Na região Norte foram notificadas mais 2.109 infeções, contabilizando-se até agora 258.317 casos e 3.760 mortes.

Na região Centro registaram-se mais 1.217 casos, acumulando-se 74.568 infeções e 1.440 mortos.

Já no Alentejo foram assinalados mais 258 casos, totalizando 18.458 infeções e 414 mortos desde o início da epidemia em Portugal.

A região do Algarve tem hoje notificados 239 novos casos, somando 12.699 infeções e 122 mortos.

A Madeira registou 137 novos casos. Esta região autónoma contabiliza 2.744 infeções e 26 mortes devido à covid-19.

Na Região Autónoma dos Açores foram registados 99 novos casos nas últimas 24 horas, somando 3.011 infeções e 22 mortos.

DADOS POR GÉNERO E FAIXA ETÁRIA

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 250.545 homens e 305.779 mulheres, referem os dados da DGS, segundo os quais há 179 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que estes dados não são fornecidos de forma automática.

Do total de vítimas mortais, 4.696 eram homens e 4.332 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguido da faixa etária entre os 70 e os 79 anos.

Do total de 9.028 mortes relacionadas com a covid-19, 6.082 atingiram pessoas com mais de 80 anos, 1.841 com idades entre os 80 e os 70 anos e 757 tinham entre os 60 e os 69 anos.

Conselho de Ministros extraordinário reavalia medidas contra a pandemia

O Governo reúne-se esta segunda-feira em Conselho de Ministros extraordinário para aprovar medidas adicionais de combate à covid-19, face ao agravamento dos efeitos da pandemia em Portugal.

Ao que a SIC apurou, deverão passar a ser proibidas vendas ao postigo para evitar aglomerações junto de cafés e pastelarias, mas o serviço de take-away deve manter-se.

Quanto aos ATL, deverão abrir só para crianças até aos 12 anos.

O Governo está ainda a avaliar a situação, mas diz que se trata um "ajustamento", não de uma revisão ou agravamento geral de medidas.

Pedro Nunes

Convívio de Natal provoca surto com mais de 50 casos em aldeia de Arganil

Um convívio informal na altura do Natal na aldeia de Maladão, em Arganil, provocou um surto com mais de 50 pessoas infetadas na localidade e quatro residentes já morreram como consequência direta da covid-19, confirmou esta segunda-feira o município.

A notícia foi divulgada pelo jornal As Beiras e confirmada à agência Lusa pelo presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa.

O convívio, que ocorreu na época natalícia, terá motivado "um grande ajuntamento de pessoas" no Maladão, aldeia com entre 150 a 180 residentes situada a quatro quilómetros da vila de Arganil, no distrito de Coimbra, explicou o autarca.

"Apurou-se que havia alguém que estava doente quando esteve na festa e foi pólvora", contou.

O surto infetou mais de 50 pessoas da aldeia e quatro residentes, todos idosos e com outras doenças, morreram por causa da infeção, salientou, acrescentando que ainda há pessoas hospitalizadas, sem saber indicar quantas.

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