Coronavírus

Vacina russa Sputnik V vai ser produzida na Índia

TATYANA MAKEYEVA

Serão produzidas mais de 100 milhões de doses por ano.

Especial Coronavírus

O Fundo Soberano Russo (RDIF) anunciou hoje ter concluído um acordo com a farmacêutica indiana Hetero para a produção de mais de 100 milhões de doses por ano da vacina contra a Covid-19 Sputnik V.

O presidente do Fundo Russo de Investimento Direto, Kiril Dmitriev, afirmou que graças à cooperação com Hetero, será possível "aumentar significativamente a capacidade de produção e fornecer à população indiana uma solução eficaz neste difícil período de pandemia".

O início da produção está previsto para o início de 2021.

A vacina russa, primeira vacina do mundo a ser registada, está em testes clínicos na Índia e a fase III deverá estar completa até março.

Vacina com alegada eficácia de 95%

No início do mês de novembro, o porta-voz do ministro da Saúde da Rússia veio assegurar que a vacina que está a ser desenvolvida no país tem uma taxa de eficácia superior a 90%

Putin garantiu que "todas as vacinas russas contra a Covid-19 são eficazes" A 24 de novembro a Rússia anuncia eficácia de 95% da vacina Sputnik V contra a covid-19

Esta semana, o FIDR relatou que a Sputnik V, a tem uma eficácia superior a 95%, de acordo com os segundos resultados preliminares dos ensaios clínicos.

Atualmente, 40.000 voluntários participam na terceira fase dos ensaios clínicos da vacina Sputnik V, dos quais mais de 22.000 foram inoculados com a primeira dose e 19.000 receberam tanto a primeira como a segunda dose.

A Sputnik V custará menos de 8,40 euros, de acordo com os seus criadores, exceto para os cidadãos russos, que será gratuita.

Os mais reventes avanços nas vacinas e tratamento contra a Covid-19

Este mês de novembro tem tido várias boas notícias sobre os avanços no desenvolvimento de uma vacina contra o SARS-CoV-2 bem como um tratamento novo.

► As farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram na segunda semana de novembro que a sua vacina BNT162b2 contra a Covid-19 alcançou 90% de eficácia nos testes. Uma semana depois anunciaram ter concluído os testes com 95% de eficácia. A 19 de novembro o responsável da BioNtech revelou a possibilidade de a vacina poder começar a ser administrada antes do Natal e anunciou no dia seguinte que tinha apresentado um pedido de emergência para aprovação junto da FDA.

► A vacina que está a ser desenvolvida pela universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca - ChAdOx1 nCoV-19- demonstrou ser segura e provocar uma resposta imunitária em pessoas mais idosas na fase 2 do ensaio clínico. Os resultados finais vão ser apresentados "antes do Natal", assegurou o líder da investigação.

Esta vacina já sofreu entretanto dois revezes: a 23 de novembro foi noticiado que a eficácia de 90% foi obtida devido a erro na dosagem e, a 26 de novembro, soube-se que um erro no fabrico põe em causa eficácia. Nesse mesmo dia a farmacêutica anunciou que será feito um ensaio adicional para validar eficácia da vacina, o que vai atrasar a aprovação e produção.

► Na Rússia, o porta-voz do ministro da Saúde assegurou no início de novembro que a vacina que está a ser desenvolvida no país - a Sputnik V - tem uma taxa de eficácia superior a 90% e o Presidente russo veio no dia seguinte garantir que "todas as vacinas russas contra a Covid-19 são eficazes"

► A vice-Presidente russa anunciou que os testes clínicos da segunda vacina russa contra a Covid-19, a EpiVacCorona que está a ser desenvolvida pelo Instituto Vector, começariam a 15 de novembro,

► O ensaio clínico da potencial vacina CoronaVac da chinesa Sinovac chegou a ser suspenso no Brasil devido a "efeito adverso grave.", embora a empresa chinesa reafirme a confiança no produto, indicando que o efeito secundário não está relacionado com a vacina. Os testes foram retomados no dia 11.

► A 16 de novembro a farmacêutica Moderna revelou que a sua vacina experimental tem uma eficácia de 94,5%.

► A agência norte-americana do medicamento (FDA) deu uma autorização de utilização de emergência e temporária de um medicamento experimental para a Covid-19 fabricado pela Eli Lilly, mas apenas para doentes com sintomas ligeiros ou moderados e não para hospitalizados a necessitar de oxigénio.

Este tratamento experimental com anticorpos sintéticos é o primeiro especificamente desenvolvido para o novo coronavírus.

► A 21 de Novembro a FDA concedeu a autorização de emergência à empresa de biotecnologia Regeneron para a utilização no país do tratamento com anticorpos monoclonais que o Presidente dos EUA recebeu em outubro contra a covid-19.

Mais de 1,4 milhões de mortes no mundo

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.422.951 mortos resultantes de mais de 60,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os EUA são o país mais afetado em mortes e infeções, seguidos do Brasil, Índia, México e o Reino Unido.

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é a que regista o maior número de mortes em relação à sua população, seguida pelo Peru , Espanha e Argentina.

Portugal regista 4.209 mortos e 280.394 casos de Covid-19

Desde o início da pandemia morreram em Portugal 4.209 pessoas, dos 280.394 casos de infeção confirmados, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira

Há menos um doente internado nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 516. Em relação aos internamentos em enfermaria, há menos 59 pessoas internadas, totalizando agora 3.192.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global