Coronavírus

Covid-19. Portugal regista 67 mortos e 5.444 casos nas últimas 24 horas

Lisboa

Armando Franca

Número de internados em Unidades de Cuidados Intensivos volta a registar um novo máximo. Mais de metade das mortes e das novas infeções ocorreram na região Norte.

Especial Coronavírus

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 5.444 casos de infeção e mais 67 mortes associadas à doença covid-19, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira.

Desde o início da pandemia morreram em Portugal 4.276 pessoas, dos 285.838 casos de infeção confirmados.

Há mais 10 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 526. Em relação aos internamentos em enfermaria, há mais 16 pessoas internadas, totalizando agora 3.208.

A DGS revela que estão ativos menos 125 casos de infeção em relação a quinta-feira, num total de 82.116. Foram dados como recuperados mais 5.502 doentes, 199.446 desde o início da pandemia.

As autoridades de saúde têm agora sob vigilância 80.713 pessoas, menos 654.

No que diz respeito aos 5.444 novos casos, 3.161 registam-se na região Norte, 1.380 em Lisboa e Vale do Tejo, 631 na região Centro, 136 no Alentejo, 90 no Algarve, 35 nos Açores e 11 na Madeira.

Das 67 mortes a lamentar nas últimas 24 horas, 39 ocorreram na região Norte, 15 em Lisboa e Vale do Tejo, 8 na região Centro, duas no Alentejo e 3 no Algarve.

DADOS POR GÉNERO E FAIXA ETÁRIA

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 126.286 homens e 154.511 mulheres, de acordo com os casos declarados.

O boletim de hoje refere que há 5.041 casos confirmados de sexos desconhecidos que se encontram sob investigação, uma vez que estes dados não são fornecidos de uma forma automática.

Do total de vítimas mortais, 2.213 eram homens e 2.063 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

Costa rejeita colocar idosos fora do acesso prioritário às vacinas

O primeiro-ministro rejeitou hoje a possibilidade de todos os maiores de 75 anos sem doenças graves não terem acesso prioritário às vacinas contra a covid-19, alegando que "há critérios técnicos que nunca poderão ser aceites pelos responsáveis políticos".

"Não é admissível desistir de proteger a vida em função da idade. As vidas não têm prazo de validade", declarou António Costa à agência Lusa, depois de questionado sobre a possibilidade, noticiada hoje por alguns órgãos de comunicação social, de todos os maiores de 75 anos sem comorbilidades ficarem de fora do acesso prioritário à vacina contra o novo coronavírus.

MARIO CRUZ

António Costa acrescenta que "há critérios técnicos que nunca poderão ser aceites pelos responsáveis políticos".

Segundo uma proposta de especialistas da Direção-Geral da Saúde, as pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças graves, os funcionários e utentes de lares de idosos e os profissionais de saúde envolvidos na prestação direta de cuidados deverão ser os primeiros a ser vacinados contra a covid-19.

A partir de hoje às 23h00 não pode circular entre concelhos

A circulação entre concelhos no território continental é proibida entre as 23h00 de hoje e as 05h00 de quarta-feira, existindo 10 exceções para a medida prevista no estado de emergência, decretado devido à pandemia.

De acordo com o decreto do Governo que regulamenta a aplicação do novo estado de emergência, que entrou em vigor na terça-feira, será proibido circular para fora do concelho de domicílio entre as 23:00 de 27 de novembro e as 05:00 de 02 de dezembro, "salvo por motivos de saúde ou por outros motivos de urgência imperiosa".

A proibição voltará a aplicar-se novamente entre as 23h00 de 04 de dezembro e as 23h59 de 08 de dezembro.

Olhar para uma das pandemias mais devastadoras da história para perceber a que vivemos

As pandemias de gripe espanhola e de covid-19 têm sido alvo de comparações desde que o novo vírus apareceu em Wuhan, na China. Mais de cem anos separam uma da outra e, apesar das aparentes semelhanças, existem muitas diferenças entre elas. Revisitámos o passado, com um olhar sobre o presente e o futuro. Veja aqui a reportagem.