Coronavírus

França entra em novo confinamento nacional a partir de sexta-feira

Charles Platiau

Emmanuel Macron anunciou novas medidas para conter a pandemia de covid-19 em França.

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O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou esta quarta-feira que França entra em novo confinamento nacional a partir de sexta-feira e que vai vigorar pelo menos até 1 de dezembro.

Christian Hartmann

Macron anunciou também novas medidas de combate ao avanço da pandemia. O Chefe de Estado expressou a necessidade de proteger "todos os franceses", ao mesmo tempo que protege a economia.

Reconheceu que a segunda vaga "será indiscutivelmente mais dura e mortal do que a primeira" e "se não for travada abruptamente, os hospitais vão chegar ao ponto de saturação rapidamente".

Se nada for feito, haverá pelo menos 400.000 mortes suplementares" dentro de alguns meses em França", afirmou Macron, salientando a necessidade de procurar a imunidade coletiva.

As medidas anunciadas

Emmanuel Macron anunciou que bares, restaurantes e lojas não essenciais vão fechar novamente, pelo menos até 1 de dezembro.

"As lojas que foram definidas na primavera como não essenciais, incluindo bares e restaurantes, serão encerradas", disse o Chefe de Estado.

Creches, escolas e faculdades vão continuar abertas com protocolos de saúde reforçados. As visitas a lares de idosos e centros de dependência estarão autorizadas.

Sempre que possível deverá ser adotado o "teletrabalho generalizado". A grande diferença para o primeiro confinamento é que todos os balcões de serviços públicos deverão permanecer abertos.

Em relação ao trabalhadores independentes, comerciantes e micro e médias empresas, Macron assegurou que será elaborado um plano especial.

As fronteiras francesas internas (na Europa) vão continuar abertas e as externas permanecerão fechadas, salvo algumas exceções. E vão ser implantados "testes rápidos obrigatórios (...) para todas as chegadas" em "portos, aeroportos" e "para viagens internacionais".

No entanto, "a cada duas semanas", será feita uma reavaliação das medias, especialmente para lojas: "A cada duas semanas faremos um balanço da evolução da epidemia. Vamos decidir, se necessário, medidas adicionais e, então, avaliaremos se podemos aliviar certas restrições".

Macron mantém "a esperança de festejar o Natal e as festas de fim de ano em família".

"(...) Se dentro de duas semanas conseguirmos controlar a situação, poderemos reavaliar as coisas e esperar abrir alguns negócios, em particular neste período tão importante antes das férias de Natal. Natal."

Num discurso marcado pelo pedido de "vigilância acrescida", Macron apelou várias vez ao "sentido de responsabilidade de cada um e ao espírito cívico de todos".

"Fiquem em casa tanto quanto possível. Sigam as regras. Mais uma vez, eu vos digo. O sucesso depende da boa cidadania de cada um de nós."

Jean Castex irá detalhar as medidas "para combater a segunda vaga"

O primeiro-ministro, Jean Castex, anunciou no Twitter que na quinta-feira, ao final da tarde, irá dar uma conferência de imprensa para detalhar as "novas medidas para combater a segunda vaga da epidemia de covid-19", após o anúncio feito por Emmanuel Macron de um novo confinamento nacional.

ESTADO DE EMERGÊNCIA EM FRANÇA

A Assembleia Nacional de França votou no sábado a prorrogação, até 16 de fevereiro, do estado de emergência sanitária, um regime de exceção que permite ao Governo impor restrições para enfrentar a pandemia da covid-19.

O texto, aprovado por 71 contra 35, deverá ter chegado esta quarta-feira ao Senado e poderá ser aprovado definitivamente no final de novembro.

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