Coronavírus

Portugal com 3.299 casos de Covid-19 e 28 mortes nas últimas 24 horas

Rafael Marchante

O último balanço da DGS.

Especial Coronavírus

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário desta terça-feira que há mais 28 mortes e 3.299 novos casos de covid-19 em Portugal.

O número de mortes subiu de 2.343 para 2.371, mais 28 do que na segunda-feira. Já o número de infetados subiu de 121.133 para 124.432, mais 3.299 casos nas últimas 24 horas.

Dos 28 óbitos nas últimas 24 horas, 7 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, 12 no Norte, 4 na região Centro e 5 no Alentejo. Em relação aos novos contágios, 2.076 registaram-se na região Norte, 961 em Lisboa e Vale do Tejo, 201 na região Centro, 30 no Algarve, 12 no Alentejo, 16 na Madeira e 3 nos Açores.

Há mais 75 pessoas internadas, totalizando 1.747. Nos cuidados intensivos estão 253 doentes, mais 13 em relação a segunda-feira.

As autoridades de saúde têm 60.063 pessoas em vigilância, mais 432 que no balanço anterior.

A DGS revela ainda que estão ativos 49.717 casos, mais 883 em relação a segunda-feira. Nas últimas 24 horas, 2.388 doentes recuperaram, totalizando 72.344 desde o início da pandemia.

DADOS POR GÉNERO E FAIXA ETÁRIA

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções.

No total, o novo coronavírus já afetou em Portugal pelo menos 56.632 homens e 67.800 mulheres, de acordo com os casos declarados.

Do total de vítimas mortais, 1.212 eram homens e 1.159 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

Ministra da Saúde prevê agravamento da situação

Depois da pior semana da pandemia em Portugal, a ministra da Saúde antecipa um cenário ainda mais grave para as próximas semanas.

Marta Temido prevê que o número de doentes internados em cuidados intensivos dispare para o dobro e avisa que o número de mortes vai aumentar.

Imunidade à covid-19 vai-se perdendo com o tempo

A imunidade ao novo coronavírus pode não ser duradoura e os anticorpos vão desaparecendo ao longo do tempo.

Estas são as principais conclusões de um estudo do Imperial College London, que rastreou os níveis de anticorpos na população britânica logo após a primeira onda de infeções em março e abril.

Menos de dois meses depois, ainda durante o verão, o nível de anticorpos caiu de 6% no final de junho para apenas 4,4% em setembro.

Restrições à circulação: as exceções previstas para este fim de semana

Na sexta-feira entram em vigor as restrições de circulação aprovadas pelo Governo em Conselho de Ministros. Até terça-feira às 6:00, circular entre concelhos fica proibido, mas há exceções.

Covid-19. Infecciologista alerta que "claramente não é uma doença de idosos"

Kamal Mansinho explicou em entrevista ao Polígrafo SIC quais os fatores agravantes associados à covid-19 e garante que esta "não é uma doença de idosos".

Sobre o futuro da pandemia, o infecciologista explica que na primeira fase, os vírus novos não têm um padrão específico ou sazonalidade, mas que entre os dois e os cinco anos vão tendo “vários ciclos e ondas”.

Alerta, por isso, para a importância dos comportamentos individuais no que diz respeito ao combate do coronavírus e explica que a propagação deverá começar a diminuir a partir da altura em que parte da comunidade adquire imunidade.

Kamal Mansinho afirma ainda que Portugal vai viver períodos muito difíceis atendendo aos números de casos das útlimas semanas e que a preparação para uma segunda vaga da pandemia implica um trabalho progressivo e sempre atento a todos os fatores.

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