Coronavírus

Empresa portuguesa participa na produção de antiviral remdesivir para a Covid-19

Amr Abdallah Dalsh

Elemento essencial do medicamento é produzido em Loures e na Irlanda.

Especial Coronavírus

A empresa química portuguesa Hovione anunciou hoje uma parceria para a produção de um elemento essencial ao fabrico do antiviral remdesivir, usado no tratamento da infeção por SARS-CoV-2, o vírus na origem da Covid-19.

A Hovione vai assim produzir com a farmacêutica norte-americana Ligand o componente Captisol que é usado como "excipiente essencial para a produção do antiviral Veklury (remdesivir), da Gilead Sciences", explica a empresa em comunicado.

Este componente, que é propriedade da Ligand, é fundamental para a eficácia do remdesivir. Há 50 fábricas envolvidas neste esforço global de produção do remdesivir e duas são da Hovione - em Loures e na Irlanda.

“Para satisfazer a procura de Captisol, a Hovione irá produzir por mês a quantidade equivalente ao que produzia num ano. Este aumento repentino na procura está a exigir um grande esforço de mobilização da empresa a nível global para assegurar o seu fornecimento. Desde abril realizámos investimentos avultados em equipamentos especializados, criámos emprego e colaborámos com concorrentes para aumentar a capacidade de produção,” disse Luís Gomes, Vice-Presidente das Operações.

Segundo explica a empresa portuguesa, "o Captisol é uma ciclodextrina quimicamente modificada que melhora a solubilidade e estabilidade dos fármacos e assegura a biodisponibilidade e dosagem dos ingredientes farmacêuticos ativos (API)".

O medicamento remdesivir (com o nome comercial Veklury) é da Gilead Sciences e foi desenvolvido em 2015 para o tratamento do Ébola.

Está em ensaios clínicos de fase 3 para avaliar a segurança e eficácia no tratamento da infeção por SARS-CoV-2.

O medicamento obteve já uma autorização de emergência em diversos países, incluindo os EUA, UE e Japão, para o uso de emergência / experimental em doentes hospitalizados com Covid-19.

Farmacêutica Hovione abriu um novo laboratório em Loures

Portugal regista 1.928 mortes e 70.465 casos de covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira a existência de um total de 1.928 mortes e 70.465 casos de covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de mortes subiu de 1.925 para 1.928 , mais 3 do que na terça-feira. O número de infetados aumentou de 69.663 para 70.465, mais 802.

Nas últimas 24 horas registaram-se mais 25 internamentos, aumentando para 571 o número de pessoas com covid-19 internadas nos hospitais, enquanto foi registado um aumento de 25 utentes nos cuidados intensivos, num total de 77.

De ontem para hoje recuperaram 316 doentes, pelo que 46.290 pessoas já superaram a infeção desde o início da pandemia em Portugal.

Mais de 31,6 milhões de casos de Covid-19 em todo mundo

A pandemia do novo coronavírus já infetou mais de 31,6 milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo mais de cinco milhões na Europa, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

De acordo com o balanço da agência francesa de notícias, hoje às 11:00 TMG (12:00 em Lisboa), a pandemia de covid-19 matou pelo menos 971.677 pessoas em todo o mundo desde que surgiu em dezembro de 2019 na China. Pelo menos 21.641.500 pessoas foram consideradas curadas.

Na Europa, há 5.000.421 casos e 227.130 mortes, dos quais mais de metade são na Rússia (1.122.241 infeções, 19.799 mortes), Espanha (682.267 casos, 30.904 mortes), França (502.541 casos, 31.416 óbitos) e Reino Unido (403.551 casos, 41.825 óbitos).

Na terça-feira, 5.916 novas mortes e 309.117 novos casos foram identificados em todo o mundo.

Países mais afetados

  • Estados Unidos com 200.818 mortes e 6.897.495 casos
  • Brasil com 138.108 mortes e 4.591.604 casos
  • Índia com 90.020 mortes (5.646.010 casos)
  • México com 74.348 mortes (705.263 casos)
  • Reino Unido com 41.825 mortes (403.551 casos).
  • A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 85.307 casos (10 novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 80.505 recuperações.

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 96 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bélgica (86), Espanha (66), Bolívia (66) e Brasil (65).

Os países que registaram o maior número de novas mortes nos seus últimos relatórios são a Índia com 1.085 novas mortes, os Estados Unidos (838) e o Brasil (836).

A América Latina e as Caraíbas registaram 8.870.807 casos e 327.821 mortes, a Ásia (7.467.107 casos, 128.442 mortes), Estados Unidos. Unidos e Canadá (7.043.878 casos, 210.087 mortes), Médio Oriente (1.840.080 casos, 42.933 mortes) e África (1.423.382 casos, 34.332 mortes).

As vacinas mais promissoras no combate à Covid-19

Laboratórios por todo o mundo estão numa corrida contra o tempo para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Há dezenas de equipas a testar várias candidatas a vacina, algumas estão mais avançadas e são promissoras, mas os cientistas avisam que nenhuma deverá estar pronta antes do fim deste ano ou mesmo no próximo ano.

Segundo o London School of Hygiene & Tropical Medicine, (que tem um gráfico que mostra o progresso das experiências) há 243 projetos e 43 estão na fase de ensaios clínicos, sendo que 8 estão na fase III - que consiste na inoculação da vacina em milhares de voluntários a fim de determinar se impede de facto a infeção.

Apesar do agora suspenso ensaio clínico, o projeto entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca é um dos mais promissores, a que se juntam os da Pfizer e da BioNTech, da Moderna e de vários projetos chineses, nomeadamente da CanSinoBIO que já obteve autorização para administrar a vacina em militares chineses.

UE contribui com 230 M€ mais 170 M€ para o mecanismo COVAX

A Comissão Europeia participa no mecanismo COVAX para um acesso equitativo às vacinas contra a Covid-19 a preços acessíveis.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global