Coronavírus

Nova Zelândia prolonga confinamento em Auckland por mais 12 dias

Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia.

Hagen Hopkins

Devido a um surto de Covid-19 detetado na terça-feira.

Especial Coronavírus

O governo da Nova Zelândia anunciou hoje que vai prolongar por mais 12 dias o confinamento em Auckland, a maior cidade do país, para combater o ressurgimento da covid-19.

A primeira-ministra, Jacinda Ardern, decidiu prorrogar a medida, que entrou em vigor na quarta-feira, devendo manter-se também as restrições decretadas no resto do país, devido a um surto detetado na terça-feira em quatro membros da mesma família.

Ardern tinha ordenado o restabelecimento do confinamento em Auckland, após o aparecimento de quatro casos do novo coronavírus ao fim de 102 dias sem registo de qualquer contágio local.

O novo surto já totaliza 29 infeções locais em todo o país, informaram as autoridades.

A primeira-ministra neozelandesa afirmou que o surto foi detetado "relativamente cedo", apontando que o primeiro caso poderá estar ligado a um trabalhador de uma empresa de transporte e refrigeração que adoeceu em 31 de julho.

A Nova Zelândia, que adotou um dos confinamentos mais rigorosos do mundo no início da pandemia, quando tinha cerca de 50 casos, tinha levantado as restrições em 09 de junho.

O país contabiliza agora 1.251 casos de covid-19 desde o início da pandemia, com 49 infeções ainda ativas, tendo ainda registado 22 mortes provocadas pela doença.

Pandemia já causou mais de 750 mil mortes em todo o mundo

Mais de 750 mil pessoas morreram em todo o mundo e quase 21 milhões estão infetadas com Covid-19, segundo um balanço da AFP na noite de quinta-feira, numa altura em que muitos países estão a impor novas restrições devido ao ressurgimento da doença.

A América Latina e as Caraíbas são a região com o maior número de mortos, registando cerca de 230 mil.

O diretor regional da Organização Mundial de Saúde, Matshidiso Moeti, alertou que em África a reabertura das economias vai levar a um aumento de casos neste continente.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (166.027) e também com mais casos de infeção confirmados (quase 5,2 milhões).

Seguem-se Brasil (104.201 mortos, mais de 3,1 milhões de casos), México (54.666, mais de 498 mil infetados), Índia (47.033, quase 2,4 milhões infetados) e Reino Unido (46.706 mortos, mais de 313 mil casos).

A Rússia, com 15.353 mortos, é o quarto país do mundo em número de infetados, depois de EUA, Brasil e Índia, com mais de 905 mil casos, seguindo-se a África do Sul, com mais de 568 mil casos e 11.621 mortos.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (46.706 mortos, mais de 313 mil casos), seguindo-se Itália (35.235 mortos, mais de 252 mil casos), França (30.388 mortos, mais de 331 mil casos) e Espanha (28.579 mortos, mais de 337 mil casos).

Portugal com mais 6 mortes e 325 novos casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quinta-feira a existência de 1.770 mortes e 53.548 casos de Covid-19 em Portugal, desde o início da pandemia.

O número de mortes subiu de 1.764 para 1.770, mais 6 do que na véspera. Já o número de infetados aumentou de 53.223 para 53.548, mais 325.

Este é o maior aumento do número de novos casos em quase um mês. É preciso recuar 28 dias, até 16 de julho, para encontrar um valor superior (339).

Oito dias mais tarde, a 24 de julho, foi a última vez em que o número de novos casos foi superior a 300 (313 na altura).

Grande Lisboa em situação de contingência pelo menos até ao final do mês

Links úteis

Mapa com os casos a nível global

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