Coronavírus

Marcelo na praia com selfies à distância  

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

João Venda

João Venda

Repórter de Imagem

Presidente apela ao "bom senso" dos portugueses nas idas a banhos

Especial Coronavírus

Durante mais de dois meses, não o viram nadar na baía de Cascais. Depois, prometeu que iria dar um mergulho à meia-noite do dia 6 de junho, que marca a abertura da época balnear. Mas esta semana, em que os portugueses ficaram a saber que não há proibição de ir à praia e com as temperaturas a subir, Marcelo Rebelo de Sousa não resistiu e sábado e domingo, pela hora de almoço, nadou, mergulho, sem permanecer muito tempo no areal.

O suficiente para que logo se aproximem do Presidente com telemóveis em riste uma série de banhistas. Marcelo não recusa selfies, mas explica que agora têm que ser à distância: "tem que se manter uma distância de dois metros, dois metros e meio, as pessoas ficam em frente e eu fico atrás. E as pessoas escolhem ficar mascaradas ou não. Eu tenho que ficar com a máscara".

O Presidente explica que decidiu usar máscara na rua porque as pessoas se aproximam. A proximidade a que habituou os portugueses e, agora que o país também precisa de desconfinar, o Presidente da República não será capaz de deixar de lado. Marcelo acredita que as regras de distanciamento e cautelas estão compreendidas e vão ser seguidas pelos portugueses.

Na praia, como nas esplanadas ou no retomar da vida social. "As pessoas têm que ter bom senso e têm que saber exatamente quais são os limites e fazer isso aos poucos. Tem dado resultado. Mas se há um salto...", deixa em jeito de aviso à responsabilidade de todos, nesta nova fase da vida de um país ainda em situação de calamidade.