Coronavírus

Governo francês prevê que PIB caia 8% este ano

Gonzalo Fuentes

Medidas de emergência envolverão "mais de 100.000 milhões de euros", com o objetivo de "salvar" a economia.

Saiba mais...

O governo francês prevê uma queda de 8% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, anunciou o ministro da Economia, Bruno Le Maire.

"Teremos uma previsão de crescimento que será fixada em -8% para o projeto de lei das finanças retificativo", disse o ministro da Economia e Finanças, que falava à RMC / BFMTV um dia depois do anúncio da extensão do confinamento, devido à covid-19, em França até 11 de maio.

Na entrevista, Le Maire disse que gostaria que a queda permanecesse nesses 8%, mas lembrou que, diante das grandes incertezas no cenário internacional, "todas as previsões devem ser aceites com muita cautela".

Os valores avançados hoje surgem depois de, na semana passada, as estimativas publicadas pelo Banco de França (BdF) terem apontado para uma queda de 6% do PIB no primeiro trimestre, que já era o pior desempenho trimestral da economia francesa desde 1945. O governante apresentará amanhã ao seu colega do Tesouro, Gérald Darmanin, uma proposta de orçamento retificativa para 2020 que também modificará alguns dos parâmetros do plano de emergência que já tinham sido alterados na semana passada.

Le Maire não quis avançar com mais previsões, mas reconheceu que as medidas de emergência envolverão "mais de 100.000 milhões de euros", bem acima dos 45.000 milhões inicialmente estimados, com o objetivo de "salvar" a economia.

"Se precisarmos de colocar mais, colocaremos mais", enfatizou, depois de reconhecer que "serão tomadas mais dívidas para salvar mais empresas" e que será estimado novamente o quanto aumentarão os números vermelhos nas contas públicas.

Na semana passada, o Governo havia calculado que a dívida aumentaria para 112% do PIB no final do ano, em comparação com 98,1% no final de 2019.

Darmanin, por sua vez, avançou, numa entrevista à emissora "France Info", que o déficit em 2020 subirá para 9% do PIB, depois de ter ficado nos 3% em 2019. Se confirmado, seria o mais alto para a França desde o final da Segunda Guerra Mundial.

ACOMPANHE AQUI AO MINUTO TODA A INFORMAÇÃO SOBRE A COVID-19