Coronavírus

Isaltino admite fechar passeio marítimo se as pessoas não cumprirem regras

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Jorge Oliveira

Repórter de imagem

Fiscalização na marginal de Oeiras reforçada este sábado.

Especial Coronavírus

O drone que os bombeiros do concelho de Oeiras usam para ajudar no salvamento nas praias está agora ao serviço da prevenção da Covid-19. O apelo é repetido. Há que ficar em casa. Mesmo que este sábado de manhã, com sol, seja o próprio Isaltino Morais a admitir que uma corridinha ou passeio é "uma tentação".

Há muitos residentes em teletrabalho que chegam a este dia depois de uma semana a trabalhar em casa e muitas pessoas que foram ganhando o hábito de prática desportiva regular junto à praia. Oeiras tem cerca de 10 quilómetros de marginal, a maior parte num passeio marítimo que a autarquia decidiu manter aberto, quando a 16 de março fechou jardins e espaços verdes, parques infantis e de manutenção física.

Mas o presidente da Câmara de Oeiras diz que as regras de isolamento e distanciamento social têm que continuar a ser cumpridas e insiste na ação de sensibilização - esta manhã feita pelos bombeiros de Paço de Arcos ao longo de todo o passeio marítimo - e na fiscalização, com 5 brigadas que em permanência estão atentas aos comportamentos dos que passeiam animais de estimação, correm ou andam junto á praia.

Em Santo Amaro de Oeiras, Isaltino Morais diz à SIC que as pessoas têm cumprido "regra geral" e entende até que a restrição com relativa liberdade, com sentido cívico, deve manter-se assim quando, na próxima semana, forem reavaliadas as medidas do estado de emergência em Portugal. Mas caso veja algum tipo de concentração de pessoas, garante que não vai esperar e fechará o passeio marítimo. Isaltino não quer ver deslocações de outros concelhos para passear na marginal nesta altura.

O concelho, entre Lisboa e Cascais, tem 174 mil habitantes, uma boa parte da população envelhecida.

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