Coronavírus

Seis pessoas detidas em Espanha por distúrbios na receção de idosos infetados

Susana Vera

A imprensa espanhola relatou que o veículo que transportava os idosos foi recebido à pedrada em La Línea de la Concepción.

Especial Coronavírus

Seis pessoas foram detidas em Espanha e acusadas do crime de desordem pública na sequência dos distúrbios ocorridos quando um grupo de idosos infetados com o coronavírus chegou a uma localidade da província de Cádis (sul), foi hoje divulgado.

A informação foi avançada pela polícia nacional espanhola, que precisou que a acusação é agravada pela divulgação de vídeos e áudios nas redes sociais relativos aos distúrbios ocorridos na terça-feira na localidade de La Línea de la Concepción, na província espanhola de Cádis.

Segundo as autoridades policiais espanholas, entre os acusados estão duas pessoas que já tinham sido detidas quando tentaram impedir a chegada do autocarro que transportava o grupo de idosos infetados.

O grupo, com mais de 20 idosos, era procedente de um lar em Alcalá del Vale, que foi atingido por um surto do novo coronavírus.

A imprensa espanhola relatou que o veículo que transportava os idosos foi recebido à pedrada em La Línea de la Concepción.

A polícia espanhola referiu que estas pessoas, que tentaram impedir a chegada dos idosos, gravaram vídeos e áudios que foram posteriormente publicados nas redes sociais e que tiveram uma grande repercussão mediática.

Nesses conteúdos, era possível reconhecer as pessoas que apelaram à desordem pública, ameaçando os elementos da polícia nacional espanhola destacados no local, segundo indicaram as autoridades espanholas.

Uma das detidas é uma mulher que mora perto do lar em La Línea para onde o grupo de idosos foi transferido, que proferiu insultos e ameaças a partir de uma varanda na altura da chegada dos doentes.

Espanha registou, nas últimas 24 horas, 655 mortos com o novo coronavírus, elevando o balanço total para mais de 4.089 vítimas mortais, de acordo com a atualização diária feita pelas autoridades de saúde daquele país.

É o segundo país com maior número de mortes associadas à doença Covid-19.

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