Afeganistão

Afeganistão cria Ministério para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício

Foi também extinto o Ministério da Condição Feminina.

O Conselho de Segurança da ONU prolongou por seis meses a missão de assistência ao Afeganistão e deixou um apelo aos talibã para terem um governo inclusivo, ao mesmo tempo que em Cabul foi extinto o Ministério da Condição Feminina e nomeado um ministro para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício.

"Dizemos numa só voz que não entregamos o nosso Ministério a ninguém. A fundação deste Ministério foi para as mulheres desde o início, e este Ministério é para as mulheres. Não o damos a ninguém, portanto, prestem atenção à situação das mulheres no Afeganistão", diz uma funcionária do extinto Ministério da Condição Feminina.

As últimas decisões do governo talibã confirmaram os piores receios ocidentais, tendo sido decretado o regresso obrigatório à escola para todos os rapazes, ao mesmo tempo que, para as raparigas, surgiu apenas uma recomendação sobre valores islâmicos que agora são considerados lei.

"Permitimos que estudantes do sexo feminino frequentassem os estudos até à sexta e sétima classe usando roupas islâmicas e aceitáveis ​​pela lei Sharia. Falando em sistema educacional, posso dizer que aquele sistema foi criado para fazer uma lavagem cerebral aos alunos, e nem nós, nem a nossa nação, podemos aceitar um sistema educacional que seja feito por estrangeiros", refere Abdul Ahad, governador de Helmand.

Mas, tanto para as mulheres, como para os homens, agravaram-se as condições de vida nas últimas semanas.

Às portas dos bancos de Cabul, as filas começam a formar-se logo de madrugada, e todos os dias, ao nascer do sol, há gente desesperada a querer levantar dinheiro.

A falta de liquidez é agravada pelo desemprego e pela falta de pagamento de salários aos funcionários públicos.

Pelo menos um milhão de afegãos trabalha nos organismos estatais.

"Um dos problemas que nos afeta severamente é o dos salários. Não recebemos ordenado há dois meses. Isto afeta gravemente a vida dos funcionários públicos", diz Noorullan, funcionária do Estado afegão.

Com o agravamento da crise humanitária no Afeganistão, em Nova Iorque, o Conselho de Segurança da ONU decidiu, já esta sexta-feira, prolongar por mais seis meses a missão de assistência ao Afeganistão.

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