Afeganistão

Talibãs agradecem ajuda humanitária ao Afeganistão, mas pedem mais generosidade aos EUA

ONU alerta para a necessidade urgente de ajudar o Afeganistão.

Os talibãs agradeceram ao mundo a ajuda prometida, mas pediram mais generosidade aos Estados Unidos. Entre os países que participaram na conferência de doadores da ONU, Washington prometeu apenas 50 milhões dos mil milhões de euros angariados para ajudar o povo afegão.

O Programa Alimentar Mundial recomeçou já as missões no Afeganistão. Sem a ajuda imediata, a ONU calcula que 97% da população viverá abaixo do limiar da pobreza já no próximo ano.

Em resposta ao apelo do secretário-geral da ONU, respondeu já a solidariedade mundial. Entre as dezenas de países que participaram na conferência de Genebra, ficou a promessa de mil milhões de euros de ajuda. As Nações Unidas sublinham que a verba angariada marca o início de uma longa missão de assistência a um dos países mais pobres e devastados pela guerra.

Os talibãs agradeceram já a ajuda prometida, mas apelaram a mais generosidade dos Estados Unidos. Washington prometeu apenas 54 milhões de dólares. É menos de 5% da ajuda angariada na conferência.

No Congresso, o secretário de Estado norte-americano negou qualquer culpa da Administração Biden na atual crise afegã. Em resposta a críticas da oposição republicana, voltou a justificar a retirada militar terminada deste verão.

Em solo afegão, a semana está já marcada pelos protestos anti talibã em Kandahar e pelas manifestações contra a ordem de despejo da base militar da cidade. 3 mil famílias têm 3 dias para abandonar as casas atribuídas a membros das forças afegãs de segurança.

Em Cabul, o registo insólito no maior parque de diversões do país. Combatentes talibãs foram filmados em carrinhos de choque e noutras atrações.

As imagens foram divulgadas na mesma semana em que o novo regime proibiu o ensino misto, decretou que as mulheres não podem partilhar o local de trabalho com os homens, reafirmou que as atividades culturais e recreativas devem sempre respeitar a visão restrita da charia, da lei islâmica, defendida pelos talibã.