Afeganistão: Capital dos Errantes

O percurso de cinco jovens afegãos até chegarem a Portugal

O percurso de cinco jovens afegãos até chegarem a Portugal

José Silva

José Silva

Repórter de Imagem

Tiago Martins

Tiago Martins

Editor de Imagem

Na Grécia cinco menores afegãos percorreram diferentes geografias, que recuperamos aqui.

Entre Lesbos e Atenas, os jovens estiveram no campo de Moria, no campo de Elliniko e em lares de acolhimento.

A realidade dos campos de refugiados é difícil de adaptar ao quotidiano de uma criança. São vários os perigos com que se cruza e difícieis as condições que tem de enfrentar.

Lora Pappas, presidente da MetaDrasi, organização não governamental grega, descreve-nos Elliniko, um antigo estádio olímpico, da altura dos Jogos Olímpicos de 2004, que chegou a ser um aeroporto. Foi a última paragem de dois dos jovens antes de virem para Portugal.

Moria, na Ilha de Lesbos, foi a porta de entrada na Grécia para outros dois dos jovens. É o maior campo de refugiados na Europa. No centro, Moria tem um campo de detenção controlado pela polícia grega.

Só um dos cinco escapou à má sorte do campo de refugiados. Viveu, no tempo que esteve na Grécia, em lares de acolhimento para crianças não acompanhadas.

O número de menores não acompanhados na Grécia disparou no último ano. Só no campo de Moria vivem 330 crianças, que chegaram sozinhas a solo europeu. E nas ruas de Atenas vagueiam mais de 2 500 crianças. Não há lugar para todas nos abrigos e lares de acolhimento. As ONG envolvidas no drama dos refugiados reclamam da Europa uma solução para estes menores que chegam à Grécia em busca de uma vida segura.