Economia

IEFP quis dar formação a trabalhadores da refinaria de Matosinhos, mas Galp recusou

A proposta do IEFP consistia num programa de formação à medida dos perfis de cada um dos trabalhadores com a Galp a manter o vínculo e a assegurar a remuneração. Petrolífera recusou

Em julho, antes do despedimento coletivo de cerca de 140 trabalhadores da refinaria de Matosinhos estar oficializado (o que aconteceu a 15 de setembro), houve uma reunião de negociações onde o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) propôs criar um programa de formação à medida dos perfis de cada um dos trabalhadores, desde que a empresa mantivesse o vínculo e continuasse a assegurar a remuneração, avança o "Público".

A proposta, que foi reforçada pela Direção-geral do Emprego e das Relações Laborais (DGERT), também presente na reunião, foi recusada pela Galp, segundo o ministério do Trabalho e da Segurança Social.

A revelação desta recusa segue as declarações do primeiro-ministro, no domingo, ao acusar a petrolífera de Andy Brown de “total irresponsabilidade social” na forma como conduziu o processo de encerramento da refinaria de Matosinhos.

Declarações estas que lhe levaram a críticas da esquerda e da Comissão de Trabalhadores da Petrogal que "há oito meses" que apelava a António Costa para vir a público "assumir a defesa da refinaria e dos postos de trabalho".

Por outro lado, a autarca de Matosinhos (PS), defendeu o líder do Governo e dos socialistas, dizendo que a sua "mensagem foi bem clara" e criticando, mais uma vez, a Galp.