Economia

Endividamento da economia portuguesa diminui em julho

José Carlos Carvalho

Foi a redução da dívida das empresas e administrações públicas em 3,2 mil milhões de euros que permitiu a redução do endividamento do setor não financeiro. Endividamento do privado continuou a aumentar

O endividamento do setor não financeiro (isto é, administrações públicas, empresas e particulares) em Portugal diminuiu 1,2 mil milhões de euros para 761,3 mil milhões de euros, mostram os dados do Banco de Portugal (BdP) divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal. Depois de dois meses a aumentar - e a atingir recordes - o indicador voltou a diminuir.

O decréscimo do endividamento deveu-se à redução do endividamento do setor público (administrações públicas e empresas públicas) em 3,2 mil milhões de euros para 347,3 mil milhões de euros. Redução essa que, segundo o BdP, "foi, sobretudo, junto do exterior".

Por outro lado, o setor privado não financeiro (empresas privadas e particulares) viu o seu endividamento crescer 2 mil milhões de euros, para 414 mil milhões de euros. Sendo que, "o endividamento das empresas privadas junto do exterior e do setor financeiro cresceu, respetivamente, 0,9 e 0,6 mil milhões de euros" e "o endividamento dos particulares junto do setor financeiro aumentou 0,5 mil milhões de euros".

Entre os privados, no final de julho deste ano, eram as empresas do comércio e das indústrias aquelas que mais contribuíam para o endividamento das empresas privadas. De acordo com os dados do BdP o seu endividamento representava, respetivamente, 17,6% e 17,1% do total. Seguiam-se as empresas imobiliárias e da eletricidade, gás e água.