Economia

Paschal Donohoe sucede a Mário Centeno na presidência do Eurogrupo

Paschal Donohoe, ministro das Finanças irlandês

Clodagh Kilcoyne

Ministro irlandês das Finanças contrariou as apostas e venceu a corrida.

O ministro irlandês das Finanças, Paschal Donohoe, foi esta quinta-feira o escolhido para suceder a Mário Centeno na liderança do Eurogrupo.

A eleição para a sucessão de Mário Centeno na presidência do Eurogrupo teve início cerca das 17:00 de Lisboa, durante uma reunião por videoconferência dos ministros das Finanças da zona euro.

"Parabéns ao novo presidente do Eurogrupo", escreveu Centeno na sua conta oficial na rede social Twitter, numa publicação ilustrada com uma fotografia do ministro das Finanças irlandês, que derrotou na segunda volta a espanhola Nadia Calviño - a candidata apoiada por Portugal -, depois de o luxemburguês Pierre Gramegna ter abdicado cumprida a primeira volta.

Nadia Calviño estava bem posicionada na corrida, a ministra espanhola contava com o apoio de três pesos pesados: Alemanha, França e Itália. Era a única mulher entre os 19 ministros das Finanças da moeda única.

Paschal Donohoe é da família política de centro-direita. Pela frente tem o desafio de tirar a zona euro de uma enorme recessão económica.

O novo presidente do Eurogrupo reagiu à nomeação no Twitter. Diz-se "honrado" e promete trabalhar com todos e contribuir para uma recuperação justa e inclusiva.

Donohoe, 45 anos e ministro desde 2017, tomará oficialmente posse na próxima segunda-feira, para um mandato de dois anos e meio, tornando-se o quarto presidente do fórum de ministros da zona euro, depois do luxemburguês Jean-Claude Juncker, do holandês Jeroen Dijsselbloem e do português Mário Centeno, que no mês passado abdicou de concorrer a um segundo mandato ao abandonar o cargo de ministro das Finanças.

O recém-eleito presidente do Eurogrupo participará já na conferência de imprensa por videoconferência que se celebrará de seguida, e que assinalará a despedida de Centeno, no final de uma reunião que assinalou também a estreia europeia do ministro português das Finanças, João Leão.