Economia

Motoristas de pesados ameaçam com greve devido a incumprimento do Contrato Coletivo de Trabalho

Jorge Oliveira

Repórter de imagem

Acordo foi assinado em outubro do ano passado e prevê um aumento salarial de 11,1%, mas há pelo menos 10 empresas que não o estão a cumprir.

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) aponta inconformidades na aplicação do contrato coletivo do setor e do acordo de cargas e descargas, pedindo a intervenção da tutela e tendo já em vista formas de luta. A greve é uma possibilidade já admitida por José Manuel Oliveira, coordenador da FECTRANS, mas primeiro é preciso esperar pelos vencimentos de fevereiro e depois avaliar quais são, de facto, as empresas que não estão a cumprir o acordo. Para já, a federação aponta para pelo menos 10.

José Manuel Oliveira diz ainda que apesar da intervenção e dos avisos da federação, que conseguiu mais 327 associados desde a assinatura do acordo, tem-se verificado "uma passividade" Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e das demais entidades fiscalizadoras, no sentido "de obrigar" ao cumprimento do acordo, que se aplica a cerca de cinco mil empresas e 50.000 trabalhadores.