Economia

Agências de viagens apelam para que setor se una "como um todo" e trace um caminho

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© Hugo Correia / Reuters

Pesidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo faz apelo.

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) apelou este sábado para que as associações dos vários segmentos do turismo se "unam como um todo" e se "empenhem num trabalho de matriz comum".

"O setor [turístico] soube reagir como mais ninguém no último ciclo de crescimento, mas não é tão óbvio que esteja a saber agir com igual capacidade e efetividade, em direção a uma estratégia vencedora", começou por dizer Pedro Costa Ferreira no encerramento dos painéis de trabalho do 45.º Congresso da APAVT, que termina no domingo, no Funchal, Madeira.

Por isso, Pedro Costa Ferreira, que há muito admite que o setor vive "um fim de ciclo", defendeu hoje que o turismo, "como um todo, tem de se unir e fazer, em lugar de se desculpar nos erros dos outros, na inabilidade da gestão pública ou nas circunstâncias de todos".

O presidente da APAVT considera que este é um dos grandes desafios que o setor vai enfrentar na escolha de uma estratégia comum para os próximos anos, tema que dominou o congresso deste ano, que decorreu sob o mote "Turismo: Opções Estratégicas".

"Este é o espírito da nossa associação e este é, também, o grande desafio que se ergue perante todos nós. APAVT, AHRESP [Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal] , APECATE [Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos] , ALEP [Associação do Alojamento Local em Portugal] , AHP [Associação da Hotelaria de Portugal] , CTP [Confederação do Turismo de Portugal] , entre tantas outras, não bastará mais focarmo-nos no que não está bem e nos penaliza", reforçou.

A obrigação e o dever destas associações é organizarem-se e "empenharem-se numa visão de conjunto e, sobretudo, num trabalho de matriz comum", declarou.

"O setor das agências de viagens tem de encontrar novos modelos de associação e interação, que garantam maior produtividade e competitividade", acrescentou perante os cerca de 750 participantes do congresso de todos as áreas do turismo.

Pedro Costa Ferreira referiu que as agências de viagens precisam "de mais capacidade de acumulação de capital e de investimento", lembrando que são empresas, "maioritariamente, pequenas e médias", e que terão "possibilidade de atenuar este constrangimento em modelos de associação e partilha" nos quais possam implementar estratégias com maior efetividade.

"Precisamos de pensar a oferta turística em lugar de nos focarmos apenas na sua promoção. Mas tal só será possível, numa lógica de cooperação entre 'stackholders' e numa lógica de partilha de territórios", referiu.

Tal como no seu discurso de abertura, o presidente da APAVT voltou a apontar a importância de "trazer o turismo para a centralidade da economia e espalhar os benefícios do turismo por todo o país". Um objetivo que só será "atingível numa lógica de conjunto, em oposição aos egoísmos que proliferam nas quintas associativas e empresariais que abundam" em Portugal, concluiu.

Lusa