Cultura

Rubem Fonseca morreu há um mês, mas há um livro que renasce agora

Rubem Fonseca na Feira do Livro de Guadalajara, México, 2007

Guillermo Arias

Graça Costa Pereira

Graça Costa Pereira

Editora de Cultura SIC

Numa altura de crise para a edição literária, a Sextante quis prestar homenagem a Rubem Fonseca, que morreu dia 15 de abril, aos 94 anos. Teria alcançado os 95 a 11 de maio. "O Doente Molière" chegou às livrarias que já reabriram.

A Sextante Editora chama-lhe "exceção". Em plena pandemia, reeditar um livro não é coisa pouca. Mas Rubem Fonseca, o autor brasileiro - Prémio Camões em 2003 - que morreu dia 15 de abril, vítima de um enfarte do miocárdio, justifica o risco.

"O Doente Molière" é um livro sobre a morte do dramaturgo do século XVII. Rubem Fonseca escolhe para narrador um marquês anónimo, amigo do dramaturgo francês. O escritor parte do caso real que é a morte de Jean-Baptiste Poquelin - mais conhecido como Molière. Morreu dia 17 de fevereiro de 1673, poucas horas depois de assistir, no Palais Royal, à representação de uma das suas peças, "O doente imaginário". Reeditado 18 depois da primeira edição em Portugal, o livro de Rubem Fonseca parte desse ponto.

Rubem Fonseca nasceu em Minas Gerais, no Brasil, dia 11 de maio de 1925. Além do Prémio Camões, em 2003, recebeu o Prémio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, em 2015. Na vasta carreira literária venceu, ainda, seis prémios Jabuti.

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    Faria 95 anos na passada segunda-feira; ficou-se pelos 94, pois que a morte o tomou como passageiro para uma última viagem na manhã do passado dia 15 de abril. E se a morte o impediu de ver maio, a vida ocultou-lhe o José que precedia os nomes pelos quais ficou conhecido: Rubem Fonseca.