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Quizz ecológico: sabe mesmo tudo sobre emissões?

Em que consistem, o que provocam, como se compensam e qual o contributo ao alcance de todos para combater as alterações climáticas. Dez perguntas e respostas para pensar a neutralidade carbónica com o compromisso da bp

ABASTEÇA NA BP E COMPENSE AS SUAS EMISSÕES DE CARBONO

  1. O que são as emissões atmosféricas?

Podem definir-se como a libertação para a atmosfera de substâncias poluentes que causam dano às pessoas e ao ambiente. Podem ser de origem natural, como, por exemplo, as emanadas dos vulcões, da erosão do vento e transporte de poeiras, ou da própria respiração das plantas, ou ser causadas pela atividade humana. Neste caso, as principais fontes são os sectores industrial, agrícola e florestal; o tráfego automóvel, marítimo e aéreo, e também o sector doméstico ou residencial. As substâncias poluentes assumem a forma gasosa, líquida ou sólida e entre as principais encontram-se os óxidos de azoto, o ozono, as partículas, o monóxido de carbono, o dióxido de enxofre e os compostos orgânicos voláteis.

  1. Em que consistem os gases de efeito estufa (GEE)?

São substâncias gasosas que formam uma barreira à volta da Terra, que retém uma parte da radiação solar, armazenando calor. Um escudo natural chamado efeito estufa que, em circunstâncias normais, é benéfico e necessário para manter a temperatura adequada à vida. O problema surge quando a presença desses mesmos gases, devido sobretudo à atividade humana, está em crescendo na atmosfera. Ao tornarem-se mais densos provocam uma maior retenção de calor e, consequentemente, alterações climáticas que constituem uma das maiores ameaças ambientais, sociais e económicas. Atualmente, o mundo já está 1,1ºC mais quente do que no início da Revolução Industrial. A agência Meio Ambiente da ONU, PNUMA, alertou no seu relatório de 2019 que as emissões de gases que causam o efeito estufa teriam de ser reduzidas numa média de 7,6 por cento ao ano de 2020 a 2030. O gás que mais contribui para o efeito estufa, que dá origem àquilo que se conhece por aquecimento global, é o dióxido de carbono, que resulta em grande parte da queima de combustíveis fósseis, mas também há a considerar o óxido nitroso, o metano e outros.

  1. Porque temos de travar a emissão de GEE para a atmosfera?

Se nada for feito, até 2100 a temperatura média no planeta pode aumentar até 4ºC. Este aumento pode afetar a vida e a estrutura do planeta. Fenómenos como o degelo das massas glaciares e o consequente aumento dos níveis do mar, inundações, formação de vulcões, desertificação com perda de áreas férteis com impactos na agricultura e pecuária, acidificação dos oceanos, a destruição de ecossistemas com a extinção de espécies na fauna e flora e propagação de doenças são apenas algumas das consequências do aquecimento global, todas elas com resultados devastadores.

  1. O que é o Acordo de Paris?

Nações do mundo inteiro têm feito vários acordos para envidar esforços conjuntos com vista a diminuir a emissão de GEE de cada país e assim mitigar o aquecimento global. O primeiro tratado internacional “famoso” foi o protocolo de Quioto, negociado no Japão em 1997. Neste momento, vigora o Acordo de Paris, um compromisso “histórico” aprovado em 2015 por 195 países que rege medidas de redução de emissão de gases de efeito estufa a partir de 2020 e estabelece metas e medidas para descarbonizar as economias nas próximas três décadas A ambição é reduzir as emissões e alcançar a neutralidade carbónica até 2050, de modo a limitar o aumento da temperatura média a 1,5ºC, em relação aos níveis pré-industriais.

  1. O que está a fazer Portugal para descarbonizar a economia?

Portugal ratificou o Acordo de Paris em 2016, comprometendo-se internacionalmente a reduzir as suas emissões de gases de efeito de estufa de modo a que o balanço entre as emissões e as remoções da atmosfera seja nulo em 2050. A este objetivo deu-se o nome de “neutralidade carbónica”. Para atingi-lo, desenhou um Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 (RNC2050), que constitui a sua Estratégia de Desenvolvimento a Longo Prazo com Baixas Emissões de Gases com Efeito de Estufa. Segundo um comunicado governamental, atingir a neutralidade carbónica em 2050 implica, a par do reforço da capacidade de sequestro de carbono pelas florestas e por outros usos do solo, a total descarbonização do sistema eletroprodutor e da mobilidade urbana, bem como alterações profundas na forma como se utiliza a energia e os recursos.

  1. O significa a “neutralidade carbónica” ou “net zero”?

Esta designação define o equilíbrio entre a quantidade de carbono emitida e a quantidade de carbono sequestrada, ou seja, a remoção do dióxido de carbono da atmosfera por meio de processos naturais ou artificiais. Uma das formas de atingir este equilíbrio é através de métodos de compensação de emissões carbónicas. Para isso deve medir-se a quantidade de emissões libertadas (pegada carbónica), ou seja, contabilizar quais os GEE que resultam de uma determinada atividade, produto, empresa, ou outro, e investir recursos num projeto capaz de reduzir as emissões de carbono.

  1. Como funcionam os projetos de compensação de emissões?

Quando se fala em projetos de compensação de emissões, referimo-nos a uma forma de neutralizar as emissões ocorridas num determinado local, financiando a redução equivalente a essas emissões de carbono noutro lugar do planeta. Imagine que as suas deslocações mensais produzem uma tonelada de carbono. Se estas forem compensadas, mesmo que noutra geografia, o impacto no ambiente será zero. Estes projetos são certificados e recebem um crédito de carbono por cada tonelada de CO2 reduzida ou evitada. Por exemplo, o programa bp Drive Carbon Neutral (Conduza Carbono Neutro) compensa as emissões de carbono de todos os abastecimentos de gasóleo, gasolina e GPL dos seus clientes, utilizando créditos de carbono gerados a partir de projetos globais que financiam a utilização de energias renováveis, baixo carbono e a proteção das florestas.

  1. Que programas de compensação existem e qual o seu contributo para a neutralidade carbónica?

Por detrás de cada projeto há uma história notável do progresso humano, possibilitada pelos seus esforços para combater o carbono. O portfólio de projetos atuais da bp ao abrigo do programa bp Target Neutral compreende sete iniciativas de redução de carbono na China, Índia, Indonésia, México e Zâmbia. Nos últimos 14 anos, esta iniciativa já permitiu compensar seis milhões de toneladas de carbono e angariar mais de 24 milhões de euros para o desenvolvimento desses projetos globais. É o caso, por exemplo, da instalação de fogões eficientes no México, que usam menos lenha do que um fogo aberto tradicional, e outro de proteção e plantação florestal na Zâmbia, que não só contribui para reduzir a desflorestação como aumenta a diversidade das fontes de rendimento da população e melhora as suas condições de vida e as infraestruturas locais.

Os projetos selecionados para o programa bp Target Neutral têm de cumprir com padrões internacionais e demonstrar que a redução das emissões é incremental (isto é, que não aconteceriam sem o projeto). Para além do potencial de redução de emissões, o projeto deverá ter um impacto alargado na sociedade e no ambiente utilizando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) – objetivos como saúde de qualidade, energias renováveis e acessíveis, trabalho digno e crescimento económico. Para além disso, os projetos devem ainda cumprir totalmente os requisitos do Código de Boas Práticas da ICROA – a Aliança Internacional para Redução e Compensação de Carbono, uma organização sem fins lucrativos, composta pelos principais fornecedores de redução e compensação de carbono no mercado voluntário de carbono.

  1. O que são os créditos de carbono e para que servem?

O crédito de carbono surgiu aquando do Protocolo de Quioto e é uma unidade de medida, representando uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida para a atmosfera, pelo que serve para calcular a redução das emissões de GEE.

  1. Como posso diminuir a minha pegada carbónica?

As escolhas que fazemos todos os dias, em casa ou na rua, podem ter um grande impacto na nossa pegada de carbono individual. São elas, por exemplo, a forma como usamos a energia nas atividades domésticas, os produtos que utilizamos no dia a dia, a maneira como viajamos em trabalho ou em lazer, entre outras. No que respeita concretamente às nossas deslocações diárias, estas pode fazer-se não apenas de carro mas também de bicicleta, a pé, de trotineta ou, até mesmo, na forma multimodal, recorrendo a soluções de mobilidade partilhada.

Mas se o automóvel for mesmo indispensável e se ainda não tiver um elétrico, pode optar por combustíveis mais eficientes, como a gama Ultimate da bp, com tecnologia Active. Já sabe que ao fazê-lo está a aderir ao bp Drive Carbon Neutral, o programa que pretende ajudar a compensar mais de dois milhões de toneladas de carbono por ano, o equivalente a retirar cerca de 400 mil carros das estradas. E não precisa de fazer nada, para além de abastecer na bp.

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    Gostava muito de partilhar o otimismo de Attenborough e de Bregman. Mas depois há episódios como o da Superliga. Ou o das vacinas concentradas no hemisfério Norte. E a esperança esvai-se. Como as superfícies geladas do Ártico no verão.

    Cristina Figueiredo